A vida pós-pandemia não terá espaço para “analfabetismo digital”

analfabetismo digital

A crise sanitária acabou por mudar diversos comportamentos da população brasileira em geral, principalmente quando o assunto é a ida às compras. E com as diversas medidas de distanciamento social que foram implementadas ao longo dos últimos meses, boa parte dos consumidores passaram a realizar suas aquisições através do comércio online. Dessa forma, as empresas que estavam no chamado “analfabetismo digital” precisarão investir pesado em tecnologia para conseguir atender a clientela, senão acabarão sendo deixadas para trás.

Com isso em mente, esse assunto acabou sendo um dos mais discutidos no evento Lide Talks, um seminário online realizado pela Lide, um grupo de lideranças empresariais. O encontro virtual tinha como principal pauta: “Como a segmentação com Inteligência Artificial e ML (Machine Learning) impacta a experiência personalizada do consumidor”, e o evento teve como mediador Marcos Gouvêa de Souza, presidente do Lide Comércio, fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem.

Migrando para os pagamentos digitais

Diversos dados e estudos têm apontado que o comportamento dos consumidores brasileiros tem mudado de maneira acelerada, e estamos deixando de utilizar pouco a pouco o dinheiro físico. Um dos pontos que sustenta essa afirmação é o movimento na direção da utilização de meios de pagamentos digitais. O estudo “Generation Pay” da empresa Savanta, aponta que cerca de 40% dos brasileiros já utilizam algum meio de pagamento digital, e pelo menos 25% da população já faz compras através das redes sociais. 

Dessa forma, uma das ferramentas que tem ganhado uma maior projeção nesse cenário são as E-Wallets ou carteiras eletrônicas. Esse serviço pode ser utilizado tanto para realização de compras como para o recebimento de pagamentos, tornando-se extremamente prático e rápido. Por exemplo, a pay4fun é confiável, já que você não precisa ficar compartilhando seus dados bancários com qualquer site onde irá contratar algum serviço ou adquirir um produto, sendo que algumas plataformas, como as de apostas esportivas acabam oferecendo descontos e promoções para quem utiliza a ferramenta. 

Investimento em tecnologia é necessário

Segundo um dos participantes do encontro promovido pela Lide, Carlos Alves, que é o diretor-executivo de inovação e tecnologia da companhia Guararapes, as empresas que estão mais preparadas digitalmente têm um diferencial, porém, muito em breve, o aprimoramento digital será um pré-requisito para qualquer negócio que almeje o sucesso. “Aqueles que tiverem caixa para sair nunca mais vão querer passar e farão um investimento forte. O consumidor muda sua característica de relação com o varejo mesmo no universo físico porque o volume de interação digital que temos ao longo do dia é já era um caminho exponencial de integração”, afirma Carlos Alves.

Já a cabeça de canais digitais e e-commerce da Chilli Beans, Marília Nagata, discutiu sua experiência no mundo virtual. Ela diz que a marca de óculos e acessórias sempre foi destaque no ramo de vendas em pontos físicos, mas que em 2020 acabou criando um provador virtual para atender melhor os clientes. Com isso, a empresa conseguiu um resultado surpreendente, já que as vendas após a implementação do provador virtual agora são três vezes maiores do que aquelas registradas anteriormente no site da companhia. “É difícil comprar [óculos] sem saber se ele combina com o seu rosto. Para os clientes que não são digitais, estamos enviando os produtos para experimentarem”, disse a executiva.

Em um tempo de incertezas e crise sanitária, a Lide tem buscado várias alternativas para se adaptar a essa nova realidade, assim como tem promovido e fomentado encontros virtuais aos seus associados. Com isso, tanto nomes importantes do setor público e privado tem compartilhado seus conhecimentos, enriquecendo cada vez mais os debates, que geralmente tratam de assuntos relacionados aos negócios feitos em território nacional. 

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