RGDP: saiba quais os efeitos do regulamento para o marketing digital

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RGDP

Entrou em vigor no dia 25 de maio deste ano o RGDP (Regulamento Geral de Proteção de Dados), lei muda bastante a responsabilidade de profissionais que lidam com dados pessoais de pessoas localizadas nos 28 países da União Européia. A principal intenção do regulamento é aumentar a segurança na proteção e privacidade online desses indivíduos.

Apesar de ser um regulamento europeu, o RGDP, resolução de quatro anos de intensas discussões e esforços para atualizar a proteção de dados no século 21 – a obtenção de dados pessoais era baseada no Data Protection Act, de 1998 – é uma questão importante que mexe com todo o mundo. Mesmo os controladores e processadores localizados fora da Europa precisam estar dentro dos parâmetros do regulamento, desde que estejam lidando com informações de residentes da UE.

Quer saber as principais regras, novas exigências e possíveis punições por violação? Neste artigo falaremos dos cuidados que profissionais de marketing devem ter para trabalhar em conformidade com a nova legislação.

 

Como o RGDP afetará seu negócio?

Antes de tudo, é importante saber que o RGPD se aplica a todas as empresas, associações e organismos públicos que tenham um estabelecimento ou se relacione com clientes em qualquer país da União Europeia. O regulamento passa a cobrar por uma série de exigências que dizem respeito a segurança, transparência, privacidade e confidencialidade de dados.

Um ponto crucial que deve ser levado em consideração a partir de agora, é o fato de que o RGPD exige o consentimento claro do cliente do seu serviço/produto, indicando uma manifestação de livre vontade, específica, informada e sem equívocos de cada cliente na sua base.

Ou seja, a partir de agora, o visitante/cliente passa controlar o consentimento, coleta, processamento e formas de uso dos seus dados. Um exemplo bem simples é a inscrição em uma newsletter: se antes bastava apenas escrever o e-mail no campo de assinatura, com o novo regulamento, é importante que o lead receba um e-mail para confirmar o interesse nos envios.

A empresa que descumprir as regras poderá ser punida com multa de até 4% da sua receita anual.

 

Como adaptar sua estratégia ao RGDP?

Para se adaptar ao RGDP, é preciso fazer ajustes, e essas definições têm impacto em diversos aspectos de uma empresa. Alguns deles são:

  • Ser transparente nas suas páginas sobre qual o objetivo ao capturar os dados pessoais;
  • Disponibilizar ou deletar os dados armazenados de um indivíduo, caso seja solicitado;
  • Incluir no seu site um aviso sobre sobre a utilização de ferramentas automatizadas de monitoramento, explicando de que forma os dados serão usados;
  • Fazer alterações em termos de uso, contratos e políticas de privacidade para incluir as exigências da regulamentação.

Dois exemplos de aplicações práticas são:

  • Cookies: é possível observar, há algum tempo, a presença de um box nos websites para avisar os visitantes sobre a criação dos cookies. Estes informes são beneficiam ambas as partes, pois permitem uma melhor experiência para o utilizador no website. Desde o dia 25 de Maio, é preciso sinalizar esta recolha e solicitar a autorização do seu visitante.

 

  • Política de privacidade: trata-se de atualizar a Política de Privacidade, para que esteja alinhada com às regras do RGPD. Podemos citar, por exemplo, a necessidade de indicar como e quando os dados são recolhidos, entre outros detalhes.

Atenção! Tenha as informações documentadas, pois o visitante tem o direito de questionar e pedir o cancelamento do uso dos dados. Portanto, registre a data e hora da última autorização, a forma como o contato foi feito e algum indicador que deixe clara e documentada a autorização.

 

O que a equipe de marketing precisa saber?

As equipes de marketing assumem um papel ainda mais importante, diante desse novo cenário e se torna o setor responsável por implementar uma nova mentalidade. E não é apenas com o impacto financeiro que o marketing deve estar preocupado, as consequências do RGPD criam uma situação vulnerável para a reputação da empresa e todo o quadro de gestores.

No que diz respeito à parte prática, é preciso saber sempre:

  • Onde estão armazenados os dados
  • Quem tem o acesso
  • Documentar todas as informações

É só com o registo de todos estes detalhes, que uma empresa pode estar no front da segurança dos dados de seus clientes e da sua própria segurança. O uso de ferramentas de automação de marketing acaba se tornando indispensável para alcançar todos os pontos. A partir delas, é possível controlar sua base de contatos, criar fluxos automatizados que respeitam as vontades do lead e, como manda o figurino, ter tudo documentado de forma segura.

Muitos pontos positivos podem ser apontados, no entanto. Com a necessidade do consentimento do lead/visitante, o marketing se coloca em uma nova forma de atuação. A empresa passa a falar com uma base de leads realmente interessada no seu produto e/ou serviço, aumentando a relação de confiança entre as partes envolvidas. O tempo gasto na jornada de compra pode ficar muito menor, tornando sua estratégia muito mais eficaz.

Saiba mais sobre o RGDP no site da Comissão Europeia.

 

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