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Campanhas de e-mail marketing: 11 ideias eficazes para 2026

17 minutes
6 de agosto de 2026
Campanhas de e-mail marketing: 11 ideias eficazes para 2026

Você sabia que o e-mail marketing continua sendo um dos canais de marketing digital com melhor retorno sobre o investimento? Segundo o relatório The State of Email 2025, da Litmus, 35% das empresas obtêm um ROI de 36:1 ou mais com suas campanhas de e-mail — ou seja, recuperam pelo menos 36 vezes o valor investido.

Não à toa, ao olharmos para o mercado brasileiro, vemos que esse canal tem ganhado destaque. De acordo com a Pesquisa Anual da SendPulse, 59,8% das empresas já utilizam o e-mail marketing e 80,3% pretendem ampliar seus esforços no canal em 2026.

Ao mesmo tempo, obter bons resultados está ficando mais desafiador para empresas que não estão preparadas para o cenário atual. Hoje, não basta apenas enviar e-mails sem ter uma estratégia definida: é preciso cuidar da reputação do remetente, usar IA de forma estratégica e tratar os dados dos contatos em conformidade com a LGPD. Além disso, é preciso estar de acordo com as novas exigências do Gmail e do Yahoo para remetentes em massa.

Por isso, neste artigo, você vai conhecer 11 ideias práticas de campanhas de e-mail marketing para aplicar ainda este ano — de séries de boas-vindas automatizadas a estratégias de reengajamento, personalização com IA e prova social. Também vamos abordar as boas práticas de entregabilidade e as exigências da LGPD.

Vale lembrar que, para colocar essas estratégias em prática, é interessante contar com um serviço de e-mail marketing — como o oferecido pela SendPulse —, que reúna recursos para criar, enviar, automatizar e analisar suas campanhas.

Então, prepare-se para uma jornada de muito aprendizado! Vamos nessa?

11 melhores ideias para campanhas de e-mail

Conheça a seguir as melhores ideias para criar campanhas de e-mail marketing eficazes em 2026. Entenda como colocar em prática, veja exemplos e explore dados atuais.

1. Série de boas-vindas automatizada

A série de boas-vindas é uma sequência automática de e-mails disparada assim que um novo contato se inscreve na sua lista. Em vez de um único “obrigado por assinar”, ela distribui a apresentação da marca ao longo de alguns envios, aproveitando o momento de maior interesse de quem acabou de se cadastrar.

E esse momento vale ouro: os e-mails de boas-vindas alcançam uma taxa de abertura média de 83,63% — mais que o dobro da média de aberturas de newsletters comuns registrada no mesmo estudo (40,08%). Afinal, eles chegam quando a marca ainda está fresca na memória do contato.

Uma boa série costuma ter de três a quatro e-mails, cada um com um objetivo claro:

  • E-mail 1 (boas-vindas): disparado logo após a inscrição, confirma o cadastro, agradece e deixa claro o que o assinante pode esperar da sua comunicação, como frequência e tipo de conteúdo;
  • E-mail 2 (apresentação de valor): mostra quem é a marca, seus diferenciais e como ela pode ajudar o assinante — por exemplo, com um conteúdo útil, um guia prático ou uma seleção dos produtos e serviços mais relevantes;
  • E-mail 3 (primeira oferta ou CTA): conduz o contato à primeira ação desejada, seja um cupom de primeira compra, uma demonstração gratuita ou o acesso a um recurso exclusivo;
  • E-mail 4 (reforço): retoma quem ainda não interagiu, com um lembrete leve ou um incentivo adicional.

Para colocar a série no ar, basta configurar um gatilho de automação: ao ser adicionado à lista de assinantes, o contato entra automaticamente no fluxo e passa a receber os e-mails nos intervalos que você definir, sem nenhum envio manual.

É importante ter em mente que essa estrutura de sequência de mensagens é apenas uma sugestão: na prática, as funções de cada e-mail podem se misturar, e um pode conter o outro conforme a estratégia da marca. Algumas empresas, por exemplo, condensam as boas-vindas e a primeira oferta em um único envio.

É o caso do e-mail de boas-vindas da Converse: ele cumprimenta o novo assinante, confirma que passará a receber novidades exclusivas e já inclui um cupom de 10% na primeira compra — combinando acolhimento e incentivo à ação em uma só mensagem.

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Exemplo de e-mail de boas-vindas da Converse
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2. Recuperação de carrinho abandonado

O e-mail de recuperação de carrinho abandonado é disparado automaticamente quando um cliente adiciona produtos ao carrinho, mas deixa a loja sem finalizar a compra. O objetivo é simples: lembrar o cliente do que ficou para trás e remover os obstáculos que impediram a conversão.

E vale muito a pena investir nesse tipo de campanha. Segundo o Klaviyo Abandoned Cart Benchmark Report, os fluxos de carrinho abandonado registram a maior taxa de conversão entre todos os fluxos automatizados de e-mail: em média, 3,33% dos envios resultam em compra concluída. O motivo é intuitivo — quem chegou a adicionar um item ao carrinho já demonstrou forte intenção de compra.

Uma sequência eficaz costuma ter três e-mails, cada um com uma abordagem diferente:

  • E-mail 1 (lembrete após 1 hora): um aviso amigável de que os itens continuam no carrinho, com imagem do produto e link direto para retomar a compra;
  • E-mail 2 (urgência ou prova social após 24 horas): reforça a mensagem com um senso de urgência, como estoque limitado, ou com prova social, como avaliações de outros clientes sobre o produto;
  • E-mail 3 (incentivo após 72 horas): oferece um empurrão final, como frete grátis ou um cupom de desconto, para vencer a última hesitação.

O timing é decisivo: o primeiro e-mail deve sair ainda na primeira hora, enquanto o interesse está fresco, e os seguintes se espaçam ao longo dos dias para não pressionar o cliente. Assim como na série de boas-vindas, todo o fluxo pode ser configurado por meio de gatilhos de automação, disparando cada mensagem no momento certo, de forma totalmente automática.

Um bom exemplo é o e-mail de recuperação da Hippie Artesanatos: com um tom leve e bem-humorado (“Ei, vida, não me abandona?”), ele relembra as peças deixadas no carrinho, mostra cada produto com foto e preço e ainda oferece o cupom “VOLTEI” como incentivo para concluir a compra.

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Exemplo de e-mail de carrinho abandonado da Hippie Artesanatos

3. E-mails de navegação abandonada

O e-mail de navegação abandonada é disparado quando um visitante percorre a sua loja — explora uma categoria de produtos ou abre a página de um item específico —, mas sai sem adicionar nada ao carrinho. É uma forma de retomar o contato com quem demonstrou interesse ao navegar pelo site, mesmo sem ter dado o passo seguinte.

A principal diferença em relação ao e-mail de carrinho abandonado está no nível de intenção de compra. No carrinho abandonado, o cliente chegou a escolher um produto e adicioná-lo ao carrinho, sinalizando uma decisão quase tomada. Na navegação abandonada, o interesse é mais inicial: a pessoa apenas olhou, sem selecionar nada. Por isso, a mensagem precisa ser mais leve e menos centrada em “finalizar a compra”.

Para configurar esse tipo de campanha, é necessário um mecanismo de rastreamento instalado no site — normalmente um pixel ou script — que registra as páginas visitadas por cada contato. Além disso, o visitante já precisa estar identificado, ou seja, pertencer à sua lista ou ter feito login. Com isso, o gatilho dispara automaticamente sempre que um contato conhecido visualiza determinadas páginas sem avançar para o carrinho.

Por fim, como o interesse ainda é incipiente, o tom da mensagem é decisivo: o objetivo é ajudar, não cobrar. Em vez de pressionar com frases como “conclua sua compra”, o ideal é retomar com naturalidade aquilo que o visitante explorava. Uma copy como “Ainda pensando nessas peças? Separamos sugestões parecidas para você” soa como uma continuação da visita, não como uma cobrança.

4. Reengajamento de assinantes inativos

A campanha de reengajamento, também chamada de win-back, é voltada para assinantes que deixaram de abrir ou clicar em seus e-mails há algum tempo. Em vez de simplesmente perder esses contatos, ela busca reconquistar a atenção deles antes que o vínculo esfrie de vez.

O primeiro passo é definir o que conta como “inatividade”, ou seja, a janela de tempo sem interação que classifica um contato como inativo. Esse período depende da frequência dos seus envios: para quem dispara e-mails semanais, de três a seis meses sem aberturas ou cliques costuma ser um bom parâmetro; para envios mais espaçados, faz sentido esperar um pouco mais.

A estrutura mais comum desse tipo de e-mail combina uma pergunta direta com um incentivo de retorno. A pergunta reconhece a distância de forma honesta — como “Ainda quer saber de nós?” ou “Sentimos sua falta, vamos continuar?” —, enquanto o incentivo oferece um motivo concreto para voltar, seja um desconto, um conteúdo exclusivo ou aquela novidade que o assinante deixou passar.

E quem, mesmo assim, não responde? A saída mais recomendada é remover esses contatos da lista. Manter assinantes que nunca interagem prejudica suas métricas e a reputação do remetente, já que os provedores leem o baixo engajamento como sinal de que seus e-mails não são bem-vindos. Uma limpeza periódica mantém a lista saudável e melhora a entregabilidade.

É importante mencionar que o reengajamento não se limita a newsletters: sites e aplicativos usam a estratégia para recuperar usuários inativos. O Duolingo ilustra bem essa lógica. Quando alguém abandona os estudos, o app envia e-mails sobre a “ofensiva” — a sequência de dias consecutivos de prática. Com a mensagem “Salve a sua ofensiva! […] Ou pode dar tchau…”, a marca combina lembrete, senso de perda e um CTA para retomar a prática.

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Exemplo de e-mail de reengajamento do Duolingo

5. Personalização dinâmica

A personalização dinâmica consiste em adaptar o conteúdo de um mesmo e-mail para diferentes destinatários, usando dados baseados nas preferências e comportamentos dos usuários. Em vez de enviar uma mensagem idêntica para toda a base, a estratégia ajusta produtos, textos e imagens conforme o perfil de cada cliente.

Na prática, a personalização dinâmica acontece por meio de blocos dinâmicos — trechos do e-mail que mudam conforme o destinatário. Os mais comuns são:

  • Recomendação por comportamento: sugestões baseadas no que o assinante visualizou, comprou ou adicionou ao carrinho;
  • Conteúdo por interesse declarado: ofertas, artigos ou categorias exibidos de acordo com as preferências que o próprio contato informou.

Essas campanhas se apoiam em uma tendência que ganha força em 2026: o uso de first-party e zero-party data — respectivamente, os dados que a empresa coleta das interações do cliente (como cliques e compras) e aqueles que o próprio cliente fornece de forma voluntária (como preferências e respostas a pesquisas).

Em um de seus e-mails, a Fast Shop coloca a personalização dinâmica em prática ao montar uma “vitrine exclusiva” com produtos alinhados ao que o cliente vinha pesquisando, cada um com preço e link de compra — uma curadoria automática que transforma o comportamento de navegação em recomendações relevantes.

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Exemplo de e-mail com personalização dinâmica da Fast Shop

Para tornar essa estratégia ainda mais poderosa, a inteligência artificial tem se mostrado uma grande aliada. Com ela, é possível refinar a segmentação, prever quais produtos têm mais chances de agradar cada perfil de contato e acelerar a criação dos conteúdos — tudo isso deixando a personalização mais precisa e escalável.

E o mercado brasileiro caminha firme nessa direção. Segundo a Pesquisa Anual da SendPulse, 83,9% das empresas pretendem usar conteúdos dinâmicos personalizados em suas campanhas de e-mail, e 93,5% planejam recorrer à inteligência artificial para apoiar a criação de conteúdos — sinal de que a combinação entre personalização e IA é vista como o rumo natural do canal nos próximos anos.

6. Newsletter educativa recorrente

A newsletter educativa recorrente é um e-mail periódico voltado a entregar conteúdo útil e relevante para o assinante, sem um apelo comercial direto. Em vez de vender, ela informa, ensina ou entretém — e, ao fazer isso com constância, mantém a marca presente e fortalece o relacionamento com o público ao longo do tempo.

O primeiro cuidado é definir uma cadência sustentável: uma frequência que você consiga manter no longo prazo sem perder qualidade. Não existe número mágico — envios semanais funcionam para quem produz conteúdo com regularidade, enquanto uma periodicidade quinzenal ou mensal costuma ser mais realista para equipes enxutas. Mais vale um envio mensal caprichado do que um semanal que logo se torna insustentável.

Também é preciso decidir o formato do conteúdo. Há duas abordagens, que podem se combinar: a curadoria, em que você seleciona e comenta materiais relevantes de várias fontes (como notícias e artigos sobre o setor), poupando o tempo do leitor; e o conteúdo original, produzido pela própria marca (como guias, análises e bastidores), que reforça sua autoridade. Muitas newsletters bem-sucedidas mesclam as duas.

E, segundo a Pesquisa Anual da SendPulse, investir nesse tipo de campanha faz sentido: 56,5% das empresas apontam o envio de newsletters com conteúdos engajantes como um dos focos de sua estratégia de e-mail marketing.

Um caso interessante é o da Personare: a plataforma de astrologia envia aos assinantes uma newsletter recorrente com o horóscopo do período e links para artigos que aprofundam temas astrais específicos — entregando conhecimento de forma constante e mantendo o público engajado a cada edição.

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Exemplo de newsletter educativa da Personare

7. Campanhas sazonais no calendário comercial brasileiro

As campanhas sazonais são aquelas planejadas em torno de datas comemorativas e comerciais que aquecem o varejo. Além das datas globais, como a Black Friday e o Natal, o calendário brasileiro tem momentos próprios de grande apelo — e alinhar seus e-mails a eles é uma forma de aproveitar picos de intenção de compra que se repetem todos os anos.

Por isso, vale mapear com antecedência as principais datas do ano. Entre as mais relevantes para o varejo brasileiro estão:

O segredo de uma boa campanha sazonal é o planejamento antecipado. Como essas datas são conhecidas com meses de antecedência, você pode preparar tudo com calma: definir as ofertas, criar os e-mails e configurar automações programadas para dispararem no momento certo.

Uma boa prática é montar uma pequena sequência para cada data — por exemplo, um e-mail de aquecimento antes, a oferta principal no dia e um último aviso quando a promoção estiver terminando. Assim, as mensagens saem sozinhas, sem correria de última hora.

Um exemplo interessante é a campanha da Nespresso para o Dia dos Pais, que une o clima da data a incentivos progressivos. Sob o mote “Presenteie com bom gosto e algo a mais”, a marca oferece brindes exclusivos conforme a quantidade de cafés comprados, estimulando o ticket médio enquanto celebra a ocasião.

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Exemplo de e-mail de Dia dos Pais da Nespresso

8. E-mails de pós-compra

Os e-mails de pós-compra são enviados depois que o cliente finaliza um pedido, aproveitando um momento de alta confiança: quem acabou de comprar está engajado e mais receptivo a novas interações. Bem usada, essa sequência transforma uma venda única em um relacionamento duradouro.

O timing é o que faz a diferença — e o ideal é começar entregando valor, não vendendo. Logo após a entrega, vale enviar um e-mail de “como usar”, com dicas e cuidados que ajudam o cliente a aproveitar melhor o produto e reforçam que ele fez uma boa escolha. Só mais adiante, quando a pessoa já experimentou a compra, entram as ofertas: um cross-sell (produtos que combinam com o que foi adquirido) ou um upsell (uma versão superior ou upgrade).

É essa ordem que aumenta o valor do cliente ao longo do tempo (LTV) sem soar insistente. Ao ajudar antes de vender e espaçar as ofertas, a marca constrói confiança em vez de pressionar — e, quando as sugestões são relevantes, baseadas no que o cliente já comprou, soam como uma cortesia útil, não como simples propaganda.

A Camicado ensina como apostar nessa estratégia de forma eficaz. A marca oferece, em uma mensagem de pós-compra, um cashback para o cliente usar na próxima compra dentro de um prazo definido. Além disso, complementa com uma seleção de produtos “em sintonia com você” — unindo um incentivo financeiro a recomendações personalizadas para estimular a recompra sem pressão.

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Exemplo de e-mail de pós-compra da Camicado

9. Prova social e UGC

A prova social é uma estratégia de marketing que usa as experiências de clientes reais — como avaliações, depoimentos e cases — para mostrar a novos compradores que a marca é confiável e, assim, influenciar sua decisão de compra.

No e-mail, ela costuma se apoiar no UGC (user-generated content, ou conteúdo gerado pelo usuário): fotos, vídeos e publicações produzidos pelos próprios clientes, que trazem credibilidade justamente por virem de quem não tem interesse comercial na venda.

O primeiro passo é saber pedir esse conteúdo. Vale enviar um e-mail de pós-compra convidando o cliente a avaliar o produto, responder a uma pesquisa rápida ou compartilhar uma foto nas redes sociais — muitas vezes com um pequeno incentivo, como um cupom ou a chance de aparecer nos canais da marca.

Reunido o material, entra a curadoria: selecione os depoimentos mais representativos e autênticos, priorizando aqueles que respondem a dúvidas ou objeções comuns do seu público, e sempre peça autorização antes de reutilizar o conteúdo de alguém.

Na hora de levar essa prova social para o e-mail, alguns formatos funcionam especialmente bem: o print de uma avaliação real, com a nota em estrelas, que transmite autenticidade; a citação curta de um cliente, destacada em poucas linhas para facilitar a leitura; e o antes e depois, que evidencia o resultado concreto do produto de forma visual.

O ganho aqui é direto: confiança. Ver que outras pessoas compraram e aprovaram reduz a insegurança de quem ainda está em dúvida e aproxima o cliente da decisão de compra. Afinal, a recomendação de um consumidor real costuma pesar mais do que qualquer texto publicitário da própria marca.

10. Programa de fidelidade

O programa de fidelidade recompensa os clientes por suas compras recorrentes, geralmente por meio de pontos, benefícios ou recompensas exclusivas. No e-mail marketing, ele rende campanhas poderosas quando é segmentado pelo valor do cliente (LTV) — ou seja, quando a comunicação muda conforme o quanto cada pessoa já se relacionou com a marca.

A ideia é separar a base em faixas e falar com cada uma de forma adequada. Alguns recortes comuns são:

  • Cliente novo: acabou de fazer a primeira compra e precisa entender como o programa funciona e quais vantagens pode acumular;
  • Cliente recorrente: já compra com frequência e responde bem a metas de progresso, como “faltam X pontos para o próximo benefício”;
  • Cliente VIP: está no topo do valor gerado e merece reconhecimento e vantagens exclusivas, que reforcem seu status.

O segredo está em comunicar os benefícios de forma personalizada para cada faixa: o cliente novo se anima com um incentivo de boas-vindas ao programa; o recorrente, com a sensação de estar cada vez mais perto de uma recompensa; e o VIP, com um tratamento diferenciado que poucos recebem. Assim, a mesma mecânica de fidelidade gera mensagens sob medida, que valorizam cada grupo no momento certo da sua jornada.

A Cacau Show faz isso com o seu programa Cacau Lovers. Em um e-mail direcionado a uma cliente do nível Gold, a marca celebra o Dia Mundial do Chocolate com um “presente especial” e oferece o resgate de um tablete em troca de apenas um “Cacau” (a moeda de pontos do programa) — reconhecendo o status do cliente e incentivando o uso dos pontos acumulados.

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Exemplo de e-mail do programa de fidelidade da Cacau Show

11. Pesquisa de feedback

A pesquisa de feedback é um e-mail que convida o assinante a avaliar sua experiência com a marca — seja sobre um produto, um atendimento ou uma compra recente. Mais do que uma simples avaliação, ela funciona como uma ferramenta de escuta: ajuda a entender o que os clientes valorizam, o que a marca deve manter e o que pode melhorar.

Há diferentes formatos para essa escuta. Um dos mais populares é o NPS (Net Promoter Score), métrica que mede a lealdade do cliente perguntando o quanto ele recomendaria a empresa a outras pessoas, em uma escala de 0 a 10. Outra opção é a pesquisa de preferências, voltada a descobrir o que o assinante deseja receber — como temas de interesse ou frequência de contato —, o que ajuda a tornar as próximas comunicações mais relevantes.

Seja qual for o formato, o segredo de uma boa pesquisa é a objetividade. Explique logo de início por que você está perguntando e deixe claro que responder levará poucos segundos. Prefira uma pergunta central simples — uma nota em estrelas, a escala do NPS ou uma escolha direta — em vez de um questionário longo, que tende a reduzir a taxa de resposta.

O CINESALA traz um exemplo simples e eficaz: após uma sessão, a marca envia um e-mail perguntando se o filme “emocionou, surpreendeu ou poderia ser melhor”, com uma avaliação em estrelas. A pergunta é curta, pessoal e direta, o que facilita a resposta e mostra que a opinião do espectador realmente importa.

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Exemplo de e-mail com solicitação de feedback do CINESALA

Entregabilidade em 2026

De nada adianta uma ótima ideia de campanha se ela não chega à caixa de entrada. Por isso, uma boa entregabilidade se tornou tão importante quanto um conteúdo de qualidade — especialmente depois que Gmail e Yahoo atualizaram seus requisitos para remetentes em massa, ou seja, que enviam 5.000 ou mais e-mails por dia.

Hoje, para garantir a entrega, é preciso seguir as diretrizes do Google, que trazem exigências semelhantes às adotadas também pelo Yahoo: autenticar o domínio com os protocolos SPF, DKIM e DMARC, que comprovam a identidade do remetente; facilitar o cancelamento de inscrição, oferecendo a desinscrição em um clique; e manter uma taxa baixa de reclamações de spam, evitando enviar mensagens indesejadas ou não solicitadas.

Quem ignora essas exigências corre o risco de ter os e-mails limitados, enviados para o spam ou até rejeitados.

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LGPD e consentimento

Nenhuma estratégia de e-mail marketing se sustenta sem respeitar a privacidade dos assinantes. No Brasil, esse cuidado é regulamentado pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados, Lei nº 13.709/2018), que estabelece as regras para a coleta e o uso de dados pessoais — incluindo os endereços de e-mail da sua base de contatos — e tem a ANPD como órgão responsável pela fiscalização.

Na prática, para enviar campanhas, é preciso ter uma base legal que justifique o tratamento desses dados. No marketing, a mais comum é o consentimento: uma autorização livre, informada e inequívoca do titular — ou seja, um opt-in claro, e não caixas pré-marcadas ou permissões escondidas nos termos de uso.

Além disso, a lei exige transparência sobre como os dados serão utilizados e garante ao assinante direitos como acessar, corrigir ou excluir suas informações, além de revogar o consentimento a qualquer momento. Por isso, mantenha sempre o descadastro simples e as preferências de comunicação facilmente acessíveis.

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Parabéns, você chegou ao final da sua jornada de aprendizado em nosso artigo. Ao longo da leitura, vimos 11 ideias práticas de campanhas de e-mail marketing para você aplicar em sua empresa ainda este ano. Além disso, exploramos as boas práticas de entregabilidade atuais e as exigências da LGPD.

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Sofia Mattos Goes Braga

"Sofia Braga é redatora de conteúdo especializada em SEO e marketing digital, com foco em estratégias que posicionam marcas como autoridades em seus setores e geram resultados mensuráveis. Possui experiência aprofundada em softwares de automação de marketing e vendas digitais — com domínio de ferramentas como chatbots, e-mail marketing, CRM e criadores de sites — e em inteligência artificial aplicada à automação. Na SendPulse, produz conteúdos práticos que ajudam empresas a escalar sua presença digital e resultados. "

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