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O poder do Empreendedorismo Feminino!

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O poder do Empreendedorismo Feminino!

O empreendedorismo feminino vem crescendo cada vez mais, ao passo que vem ganhando mais destaque na mídia. Casos como Luiza Trajano, que comanda a rede de lojas Magazine Luiza, têm inspirado diversas mulheres ao redor do país a abrir seu próprio negócio.

Mas os desafios para as empreendedoras são diversos. Eles vão desde o machismo estrutural e suas inúmeras consequências, até a dificuldade de equilibrar o trabalho com suas responsabilidades em casa. Contudo, gradativamente, elas têm enfrentado esses empecilhos, e se aventurando no mundo empresarial.

A Origem do Empreendedorismo Feminino

A palavra “empreendedor’’ surge na França, entre os séculos XVII e XVIII. Inicialmente, se referia a indivíduos ousados e atenciosos com atitudes pioneiras que promoviam o progresso. Depois, o economista e cientista político Joseph Schumpeter, definiu como alguém com habilidades técnicas e capitalistas que consegue organizar operações internas.

Contudo, o empreendedorismo feminino surge bem depois. É só com as duas Grandes Guerras, que a mão de obra feminina passa a ser mais utilizada, já que muitos homens estavam servindo ao exército. Isso, somado ao espaço aberto pelos ideais de liberdade vindos do Iluminismo e os direitos conquistados através de muita luta, foram cruciais para que mulheres pudessem se colocar no mercado de trabalho e começar a empreender.

O Crescimento das Mulheres Empreendedoras

À medida que o mundo foi evoluindo e o movimento feminista e o empoderamento feminino se popularizaram, mais mulheres se sentiram encorajadas a abrir seu próprio negócio. Apesar de todos os percalços causados pela sociedade machista em que estão inseridas, o público feminino viu nesses movimentos um estímulo para se colocar em um espaço que precisam ocupar.

Assim, a motivação para começar a empreender para a maioria delas é a necessidade. Enquanto homens abrem suas organizações para terem mais liberdade, mulheres precisam do dinheiro para conquistar independência financeira e complementar a renda.

Isso porque, cada vez mais elas ocupam a posição de chefes de família, assim se tornando responsáveis pelo sustento familiar. Porém, além da necessidade, o negócio próprio traz satisfação pessoal e aumenta a auto estima delas.

Obstáculos enfrentados

Entretanto, os desafios que elas enfrentam não são poucos, e a maioria é causada pelo machismo estrutural tão enraizado na nossa sociedade. Uma questão primária é a pouca presença feminina em papéis de destaque em grandes empresas. Uma pesquisa feita pela Deloitte, em 2018, apontou que apenas 8,6% dos cargos de liderança em grandes organizações eram ocupados por mulheres.

Justamente por isso, muitas delas optam por empreender, para poder ter a oportunidade de liderar. Porém, as desigualdades continuam nesse meio: segundo o SEBRAE, apesar de terem maior escolaridade que os homens, elas faturam menos. Tudo isso, gera inseguranças que as fazem duvidar da própria capacidade de prosperar com suas empresas.

O poder delas

Mesmo com todos esses obstáculos, o empreendedorismo feminino é muito necessário para a sociedade. Além de contribuir com a diminuição da desigualdade histórica, ele contribui como uma maior diversidade de companhias, graças às mentes inovadoras femininas, e o jogo de cintura e flexibilidade que elas têm são competências valorizadas pelo meio empresarial. Ainda mais, as organizações que se preocupam com diversidade e equidade além de conquistarem maior aceitação do público, tem profissionais mais engajados.  

Justamente por todos esses benefícios e habilidades únicas, que ele só vem crescendo mundialmente. Segundo o Relatório de Empreendedorismo Feminino 2020/21: Prosperando na Crise da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), a expectativa é que 30,2% das empreendedoras entrevistadas contratem seis ou mais funcionários nos próximos cinco anos.

Assim, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 19 de novembro como o Dia do Empreendedorismo Feminino. Liderada pela ONU Mulheres, a ideia é chamar a atenção do mundo sobre a importância do movimento e sua repercussão social e econômica. 

E aí, se sentiu inspirado por esse movimento? Que tal aproveitar o Dia Internacional da Mulher para se aventurar no empreendedorismo feminino? Pense que apesar dos percalços, você vai fazer diferença no mundo. 

 

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