10 campanhas de marketing que não funcionaram

campanha de e-mail marketing

Toda uma equipe pensando, horas em reuniões e discussões, pesquisas para todos os lados e em várias regiões, resultados e gráficos para serem analisados, opinião de todos os membros da equipe e, chaga-se à conclusão que, sim, é o melhor que temos para o nosso produto. Vamos lançar a campanha que vai ser um sucesso! Só que não.

De repente, através das redes sociais, de opiniões pessoais ou de determinadas entidades, começam a aparecer opiniões divergentes que passam a nítida sensação de que a mensagem não foi bem recebida.

Diante disso, o produto que deveria ter grande aceitação começa a ser rechaçado pelo consumidor. Ou, ainda, a campanha foi tão boa para o cliente que a empresa começa a sofrer um grande prejuízo, tendo que interromper a oferta.

Veja a seguir, 10 campanhas de marketing que não funcionaram.

10 campanhas de marketing que não funcionaram

Pandemia conspirando contra

Estamos em plena pandemia onde as grandes recomendações são para com os cuidados com a higiene pessoal. Mãos, olhos, boca. Sabemos que os brasileiros não gostam muito de comer com as mãos diretamente nos alimentos. É certo que a campanha não foi veiculada no Brasil.

Pois bem, em meio a isso tudo, a KFC, rede de fast food, especializada em vender frango frito aos pedaços, lança, no Reino Unido, uma campanha onde as pessoas aparecem lambendo os dedos e dizendo que lamber os dedos é bom, uma campanha de marketing que teria tudo para dar certo.

Claro que estariam lambendo os dedos logo após comer, usando as mãos para segurar seus pedaços de frango.

Em um momento em que a população está vulnerável às consequências da pandemia e sensível a qualquer quebra de regra, o melhor a fazer é respeitá-las.

Nova Coca-Cola

Quem disse que vamos querer uma Coca-Cola diferente das que estamos acostumados? Milhões de dólares foram gastos para dizer que o sabor iria mudar em breve. Campanha daqui, campanha dali e de repente temos uma nova Coca-Cola, a new Coke.

Novo sabor, menos açúcar, novo visual na embalagem. De nada adiantou. Os amantes do refrigerante, fiéis aos seus princípios, mostraram que queriam ela assim mesmo, como sempre foi. Isso é o maior sinal de fidelidade que se pode ter. Marketing direto em um produto que vinha dando certo há muito tempo.

Resultou que, em menos de três meses, a Coca-Cola Company teve que rever tudo, pedir desculpas aos seus mais fieis consumidores e voltar atrás – na embalagem, no sabor e na humildade – para que todos pudessem ter novamente seu sabor original.

Novo logotipo da GAP

Quando olhamos para um logotipo que nos acompanha há muito tempo, a tendência é que imediatamente sejamos levados a lembrar da marca, do produto com o qual tivemos boas ou más experiências.

Mudar o logotipo da empresa pode causar certo prejuízo para ela, o que normalmente começa por sua imagem.

A GAP é uma tradicional vendedora de roupas nos Estados Unidos, onde começou na cidade de San Francisco, em 1968. Criou uma boa imagem e um logotipo marcante.

Em 2010, depois de anos usando o logotipo que fez fama junto aos seus consumidores, decidiu trocá-lo, alterando completamente seu visual. A tentativa foi de melhoria da imagem, com um marketing agressivo.

Os fãs reclamaram de imediato nas redes sociais, fazendo com que a empresa voltasse ao visual do logotipo original, disfarçando as desculpas alegando uma brincadeira. Nós sabemos!

Para frente e para o alto

De uma forma geral, no ano de 1981, a maioria das companhias aéreas no mundo inteiro passava por situações financeiras nada fáceis. A American Airlines não era uma exceção. Surge então uma ideia que pareceu genial.

Por uma determinada quantia em dinheiro, algo como 250 mil dólares, a empresa forneceria um passe aéreo que poderia ser usado pelo comprador para viajar nas linhas da companhia, na primeira classe, ilimitadamente, pelo resto de sua vida. É marketing para fazer a companhia voar mais alto, sob lindo céu azul.

Nunca se teve notícia de um erro de cálculo tão grande em todos os tempos.

Só quem sabe o valor – estamos falando de valor, nem estamos falando de preço -, de uma passagem de primeira classe em um voo pode calcular o tamanho do prejuízo que começou a se acumular nas contas da companhia aérea. Parece que alguém se esqueceu de que um milionário não viaja apenas uma vez por ano!

A American Airlines chegou a cancelar unilateralmente alguns contratos, coisa que não poderia ter feito, e as ações na justiça começaram a correr.

Só depois de muita conversa e de acordos entre a American e os compradores é que tudo se ajeitou.

Não ficou bem na foto

Mulheres estão presentes em todos os segmentos profissionais nos dias atuais. Pilotam aviões, ônibus, navios, trens e metrôs, sempre em igualdade com os homens.

Só se esqueceu disso a Nikon, que ao promover uma campanha de marketing perante a comunidade de fotógrafos profissionais, esqueceu que mulheres também tiram fotografias como profissão e convidou para o evento apenas homens.

A Nikon ficou tão mal na foto que teve que pedir desculpas oficialmente em sua rede social e elogiar o trabalho das mulheres fotógrafas.

Uma questão de sobrevivência

Era para ser uma campanha de marketing e tinha todos os elementos para promover a marca, das mais conhecidas entre os esportistas e o público em geral, mas tudo se deteriorou depois do email enviado pela Adidas aos participantes de maratona de Boston.

Com o teor de congratulações por ter sobrevivido à maratona, a mensagem tinha a intenção de parabenizar aos que tinham conseguido concluir a prova naquele ano de 2017.

Os patrocinadores, no entanto, não levaram em consideração o atentado sofrido durante o evento em 2013, onde um atentado à bomba matou três pessoas e deixou mais de 250 feridos.

Com a enorme gafe, muitos participantes se sentiram ofendidos e reagiram nas redes sociais.

A empresa logo se retratou, pedindo desculpas e demonstrando que estava arrependida por ter deixado que isso acontecesse.

O velho truque

Não querem aumentar o preço. Então, diminuem a quantidade do produto e mantêm o preço. Isso quer dizer que o preço aumentou, certo?

Foi o que aconteceu com a Mondelez, fabricante do chocolate Toblerone, aquele que vem com uma porção de pequenos triângulos de chocolate, unidos por uma base comum. A fábrica aumentou a distância entre os triângulos, causando uma sensação de perda entre os consumidores com a efetiva perda de produto em cada embalagem.

As reclamações foram tantas que o assunto só perdeu no ranking do Twitter para as postagens sobre as eleições americanas em 2018.

A tradicional fábrica de chocolate teve que alterar novamente suas forminhas e voltar a produzir o Toblerone em sua maneira original novamente.

Com os devidos pedidos de desculpas, a fábrica se justificou dizendo que teve que alterar a forma de apresentar o produto pois estava com problemas de custo e queria evitar o aumento da mercadoria.

Mas não aumentou não? Em seguida, o chocolate voltou às prateleiras com um aumento real da ordem de quase 200%.

Não é só o cabelo

A Bom Bril tem, quase sempre, associada à sua esponja de aço, a textura dos cabelos das pessoas negras, homens ou mulheres. A empresa lançou, em 2012, em um programa de televisão, um quadro chamado “mulheres que brilham”, fazendo associação do brilhar com Bom Bril. Como logotipo da atração, a silhueta de uma mulher com cabelos crespos.

Após reclamações nas redes sociais, a empresa trocou a silhueta, tirando os cabelos crespos, mas tirando também a sugestão de que se tratava de uma negra.

Fica clara a maneira preconceituosa que o assunto foi abordado e como foi corrigido, pois ao sugerir uma negra na propaganda, logo haveria uma associação com empregada doméstica, de cabelos crespos como o um Bom Bril.

Hoje, as campanhas de marketing devem analisar os vários aspectos que envolvem todo o conteúdo e as eventuais repercussões que podem causar.

Um big erro

Explorar os sentimentos humanos com relação à morte, sofrimento, tristeza ou luto não são definitivamente grandes estratégias para se usar no marketing.

Em 2017, a McDonald’s começou da divulgar um vídeo na Inglaterra a respeito de uma criança que havia perdido o pai recentemente. Passeando com a mãe, os dois conversam sobre os gostos que o pai tinha e que coincidiam com os do garoto. Durante o passeio, há uma parada no McDonald’s e, quando o menino abre a caixinha de seu lanche, a mãe revela que este era também o sanduíche preferido do pai, o que acaba ligando o filho ao pai.

Comovente, sim, mas os internautas passaram a considerar a propagando da fast food como sendo uma exploração gratuita aos sentimentos de luto e que usavam a ocasião para vender mais seus produtos.

Imediatamente o vídeo foi retirado do ar com um pedido de desculpas da empresa, alegando que não havia sido essa a sua intenção.

O loiro gostoso

“Tá se achando, só porque é loiro!”

Costuma acontecer em terras onde há muitos morenos. Nos países escandinavos, poderia ser o inverso.

A Starbucks comete dois erros ao lançar uma campanha de marketing nos Estados Unidos, sendo a primeira, usar parte de uma campanha anterior, e a segunda, deixar claro em sua mensagem que pessoas com cabelos loiros poderiam ser mais felizes do que as que têm cabelos de outras cores, principalmente cabelos pretos.

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